Sapatos de todos os tipos,
empilhados,usados,manchados,
na oficina do sapateiro.
Quantas calçadas andaram
esses sapato
quantas festas,quantos rumos
e,sobretudo,
quantas encruzilhadas?
Indiferente a tantas historias,
o sapateiro martela,cola,
bate sola o dia inteiro.
Então,cansado,fecha a porta
do oficina atravessa a rua,
e vai para a casa com seu sapato
furado,
que santo de casa não faz milagre.
Poema de Roseana Murray
Espero que gostem
0 comentários:
Postar um comentário